A Justiça do Estado de São Paulo emitiu uma decisão que abalou as finanças da família de Ciro Gomes. As contas bancárias de Giselle Bezerra, esposa do ex-governador do Ceará e ex-ministro Ciro Gomes, foram bloqueadas em um processo no qual Ciro Gomes foi condenado a pagar uma indenização por danos morais ao ex-ministro da Saúde e ex-senador José Serra.
A controvérsia teve origem nas eleições presidenciais de 2002, quando ambos eram pré-candidatos à presidência da República. Na época, Ciro Gomes fez alegações contundentes contra José Serra, acusando-o de ser o “candidato das negociatas, da manipulação do dinheiro público para fins eleitorais”. José Serra, por sua vez, argumentou que essas declarações eram ofensivas e difamatórias, prejudicando sua honra e alegando que Ciro Gomes propagava mentiras.
Após um longo processo legal, a Justiça determinou que Ciro Gomes deveria pagar uma indenização, que, considerando multas, juros e correção monetária, alcançou a soma de aproximadamente R$ 447 mil. No entanto, as autoridades conseguiram bloquear apenas R$ 14,7 mil nas contas bancárias de Giselle Bezerra como parte do pagamento.
Segundo a defesa de José Serra, essa ação visa evitar que Ciro Gomes oculte seu patrimônio para escapar do pagamento da dívida. Serra alegou que Ciro havia vendido um imóvel e que o dinheiro obtido com essa transação havia sido transferido para a conta de sua esposa.
Em sua defesa, Ciro Gomes afirmou que não escondeu seu patrimônio e que a acusação era infundada. Ele ressaltou que Giselle não era parte do processo e que o bloqueio de suas contas era uma medida arbitrária, acrescentando: “Nós nem convivíamos à época dos fatos.” Ele também argumentou que sua relação com Giselle é em regime de separação de bens, e o casal não possui bens em comum.
A juíza Elaine Faria Evaristo, responsável pela decisão, enfatizou que o bloqueio das contas de Giselle Bezerra afeta o patrimônio de Ciro Gomes, já que parte do valor proveniente da venda do imóvel foi depositada na conta da esposa. No entanto, ela ressaltou que o casal ainda pode recorrer da ordem de bloqueio.
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