Professores das Universidades Estaduais do Maranhão entram em greve por melhores condições salariais e recomposição do quadro docente

Os docentes reivindicam melhores condições salariais, realização de concursos públicos para recomposição do quadro de professores efetivos e a nomeação de profissionais já aprovados em concursos anteriores.

Na manhã desta quinta-feira (24), professores das Universidades Estaduais do Maranhão (UEMA) e Universidade Estadual da Região Tocantina (UEMASUL) oficialmente deram início a uma greve por tempo indeterminado. Os docentes reivindicam melhores condições salariais, realização de concursos públicos para recomposição do quadro de professores efetivos e a nomeação de profissionais já aprovados em concursos anteriores.

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O protesto ganhou força com o fechamento do portão de acesso à universidade em São Luís, onde manifestantes se reuniram para exigir melhorias nas condições de trabalho e ensino. O Sindicato dos Professores da UEMA e UEMASUL lidera o movimento, reforçando a importância das reivindicações não só para os docentes, mas também para a qualidade da educação superior no estado.

Entre as principais demandas dos manifestantes está a recomposição salarial, uma vez que as perdas acumuladas ao longo dos últimos anos chegam a 50,28%, de acordo com cálculos baseados nos índices oficiais do governo federal. A falta de reajustes ao longo de uma década tem corroído significativamente o poder de compra dos professores, o que impacta diretamente em suas condições de vida e incentivos à carreira acadêmica.

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Além disso, o governo do Maranhão é acusado de retirar R$168 milhões do orçamento das universidades estaduais no primeiro semestre deste ano, agravando ainda mais a situação financeira das instituições de ensino. Os manifestantes denunciam que tal medida está contribuindo para o sucateamento das universidades, prejudicando não somente os professores, mas também os estudantes e a qualidade da educação oferecida.

Em contrapartida, a UEMA e a UEMASUL afirmaram que têm buscado dialogar e colaborar com o Governo do Estado em prol das reivindicações dos professores. Uma proposta da Associação dos Professores da UEMA (APRUEMA) foi apresentada e encaminhada ao governo em abril, porém, as negociações não parecem ter progredido o suficiente para evitar a greve.

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O governo do Maranhão, por sua vez, respondeu que está em processo de análise das carreiras dos servidores públicos estaduais, avaliando os impactos dos reajustes à luz da Lei de Responsabilidade Fiscal e das limitações orçamentárias. No entanto, não deu garantias sobre atender as demandas dos manifestantes.

No que diz respeito ao impacto sobre as atividades acadêmicas, a UEMA informou que não haverá aulas no Campus Paulo VI em São Luís nos dias 24 e 25 de agosto. Já nos campi localizados no interior do estado, as aulas seguirão normalmente.

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