Após a realização da Assembleia Geral, que ocorreu de maneira virtual e reuniu mais de 100 professores das universidades estaduais Uema (Universidade Estadual do Maranhão) e Uemasul (Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão), os docentes optaram por entrar em Estado de Greve como um prenúncio da paralisação iminente. Essa paralisação está programada para ter início na próxima quinta-feira (24), caso as negociações em curso com o Governo do Maranhão não avancem.
A principal reivindicação dos professores é a recomposição salarial dos profissionais do ensino, cuja defasagem apontam como ultrapassando 50%. Essa situação não apenas compromete a qualidade de vida dos docentes, mas também afeta diretamente a qualidade do ensino oferecido pelas universidades estaduais.
Além do aspecto salarial, os docentes também demandam medidas que visam a melhoria do ambiente educacional e da estrutura acadêmica. A realização de concursos públicos é uma das exigências, objetivando a renovação do corpo docente e a entrada de novos talentos para a comunidade acadêmica. A busca pela conquista da autonomia universitária é outra pauta central, visando proporcionar às universidades estaduais uma gestão mais eficaz e a capacidade de decisão sobre suas próprias políticas e diretrizes.
O SindUema (Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual do Maranhão) já havia manifestado seu descontentamento anteriormente em relação aos cortes orçamentários impostos pelo governo estadual. Em julho, uma Moção de Repúdio foi emitida contra o governador Carlos Brandão, do PSB (Partido Socialista Brasileiro), devido aos significativos cortes de recursos destinados à Uema e Uemasul. Os cortes atingiram R$ 168 milhões no orçamento da Uema e RS 28 milhões no orçamento da Uemasul, o que gerou impactos diretos nas atividades educacionais e na infraestrutura das instituições.
A postura do governador em relação às reivindicações dos docentes também foi alvo de críticas por parte do sindicato. O comunicado divulgado pelo SindUema na ocasião da Moção de Repúdio destacou a recusa do governador Carlos Brandão em agendar uma audiência com o sindicato para discutir a situação salarial dos professores do ensino superior estadual. Essa atitude foi caracterizada como autoritária e antidemocrática pelo sindicato, agravando ainda mais as tensões entre o governo e os docentes.
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