O Brasil registrou uma taxa de desemprego de 8,5% no trimestre móvel terminado em abril, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta quarta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa é a menor taxa para um trimestre encerrado em abril desde 2015, quando ficou em 8,1%.
A queda do desemprego foi puxada pelo aumento da população ocupada, que subiu 1,5% em relação ao mesmo período do ano passado, com mais 1,5 milhão de pessoas empregadas. Por outro lado, a população desocupada – ou seja, as pessoas que não conseguiram nem um trabalho formal nem informal – caiu 19,9%, com 2,3 milhões de pessoas a menos nesse grupo.
O rendimento real habitual dos trabalhadores também teve uma alta anual de 7,5%, ficando em R$ 2.891. Já a taxa de informalidade – que mede a proporção de trabalhadores sem carteira assinada, por conta própria ou domésticos – ficou em 38,9% da população ocupada, o que representa 38 milhões de pessoas.
Estabilidade diferente do padrão sazonal
Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, entre novembro de 2022 e janeiro deste ano, a taxa de desemprego ficou praticamente estável, passando de 8,4% para 8,5%. Segundo o IBGE, esse comportamento é diferente do que costuma ocorrer nesse período do ano, quando há um aumento da taxa de desocupação.
“Essa estabilidade é diferente do que costumamos ver para este período. O padrão sazonal do trimestre móvel fevereiro-março-abril é de aumento da taxa de desocupação, por meio de uma maior população desocupada, o que não ocorreu desta vez”, diz Alessandra Brito, analista da pesquisa.
Ela explica que a estabilidade se deve à redução da população ocupada, que caiu 0,6%, com menos 605 mil pessoas, em relação ao trimestre anterior. “Isso indica uma saída de pessoas do mercado de trabalho, seja por desalento ou por outros motivos, como a pandemia ou a volta aos estudos”, afirma.
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