O envelhecimento da população é uma tendência mundial nos últimos anos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o número de pessoas com mais de 60 anos chegará a 2 bilhões até 2050, o que representará um quinto da população mundial. No Brasil, em 2017, o número de pessoas idosas no País foi superior aos 30,2 milhões, a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A expectativa de vida no Brasil em 2023 é 76,2 anos e poderá chegar a 88,2 anos em 2100, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU).
Diante dessa realidade, profissionais capacitados para lidar com as especificidades do cuidado com os idosos são essenciais para acompanhar essa tendência mundial da longevidade crescente. A Fisioterapia em Gerontologia é uma das especialidades que busca promover assistência qualificada e especializada para a saúde da pessoa idosa. Regulamentada recentemente no Brasil pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), essa especialidade tem como objetivo promover independência, autonomia e qualidade de vida para as pessoas idosas.
O campo de atuação desse profissional é amplo e bastante variado. Atualmente, há um vertiginoso crescimento do conhecimento científico na área da Fisioterapia em Gerontologia. Na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), muitos estudos são desenvolvidos no Laboratório de Estudos em Epidemiologia do Envelhecimento (LEPEN), coordenado por Tiago Alexandre.
De acordo com Alexandre, o principal desafio na área está no reduzido número de profissionais especialistas em Fisioterapia em Gerontologia. À frente da Associação Brasileira de Fisioterapia em Gerontologia (ABRAFIGE), o principal objetivo é ampliar o número de Fisioterapeutas com título de especialistas na área para atender a população idosa que está em constante crescimento e proporcionar o aprimoramento científico contínuo desses associados e titulados.
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