Transfobia: Deputado Maranhense quer proibir que mulheres trans joguem competições femininas

Não há evidências científicas conclusivas de que a transição hormonal resulte em uma vantagem competitiva significativa para os atletas transsexuais.

O deputado estadual e bolsonarista, Yglésio Moyses (PSB), novamente quer chamar a atenção. Dessa vez apresentou um Projeto de Lei na Assembleia Legislativa que o Estado do Maranhão estabeleça que o sexo biológico seja o critério definidor do gênero dos esportistas em competições esportivas profissionais.

A intenção do projeto é proibir que mulheres trans, jogue uma competição feminina – como ocorre na Superliga Feminina de Vôlei, em que joga Tifanny Abreu, atleta trans.

Querendo achar pele me ovo, Yglésio diz que a proposta é para evitar “desequilíbrio” e “injustiça”. Um argumento bem falho e preconceituoso. Pois é importante lembrar que a transição hormonal e física é um processo demorado e limitado, e que as vantagens ou desvantagens físicas podem variar de pessoa para pessoa. Além disso, existem regulamentos esportivos que visam garantir a igualdade de oportunidades e proteger a integridade dos atletas, como as regras da International Olympic Committee (Comitê Olímpico Internacional) que permitem que atletas trans compitam desde que sejam submetidos a um rigoroso processo de verificação de gênero.

Devo levantar um ponto aqui: Não há evidências científicas conclusivas de que a transição hormonal resulte em uma vantagem competitiva significativa para os atletas transsexuais. Muitos regulamentos esportivos incluem testes rigorosos para garantir que não haja vantagem injusta.

O Deputado Yglésio como médico deveria saber disso. Mas como já foi citado, está procurando pelo em ovo.

Importância da inclusão

A inclusão de atletas transsexuais no esporte é importante para promover a diversidade e a aceitação, bem como para dar visibilidade a uma comunidade muitas vezes marginalizada. Além disso, permite que atletas transsexuais sejam avaliados por suas habilidades esportivas e não por sua identidade de gênero.

Regulamentos esportivos atualmente em vigor incluem medidas para proteger a integridade física dos atletas, independentemente de sua identidade de gênero. Portanto, a participação de atletas transsexuais não coloca em risco a segurança ou o bem-estar dos demais atletas.

A participação de atletas transsexuais em esportes deve ser encarada como uma questão de igualdade de oportunidades e direitos humanos, e não como uma questão de vantagem competitiva ou integridade dos atletas.

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