Projeto da rádio e TV Quilombo Rampa, do Maranhão, está em fase final de formalização após o apoio do Instituto Phi

Com apoio do Instituto Phi, iniciativa do Maranhão foi selecionada, em 2022, na primeira chamada do processo

Com apoio do Instituto Phi, iniciativa do Maranhão foi selecionada, em 2022, na primeira chamada do processo

No domingo, 12 de fevereiro, será inaugurada a Rádio e TV Quilombo Rampa, no Quilombo Rampa, a 27 quilômetros da cidade de Vargem Grande, no Maranhão. O sonho de colocar no ar o projeto, idealizado pelo quilombola Raimundo José Leite e o amigo William Cardoso, está se concretizando graças à seleção na primeira chamada para formalização de OSCs, de forma gratuita, em 2022, pelo Instituto Phi.

O Quilombo Rampa, composto por quatro comunidades quilombolas, com cerca de 500 pessoas, foi fundado em 1818. A ideia da TV e rádio Quilombo surgiu em 2017 a partir da inquietação de dois jovens por conta da ausência de documentação das histórias e tradições, pela falta de representatividade quilombola na mídia. A primeira entrevista aconteceu no improviso, após a vitória do time Quilombo Futebol Clube, no campinho da comunidade. Sem equipamentos, foram usados pedaços de cipó e gravetos, que viraram fios e microfones, respectivamente.

Depois disso, sem dinheiro para comprar material, William criou um modelo que funciona até hoje: tripé de bambu e uma câmera de papelão, pintada de preto com o nome TV Quilombo na frente e, dentro dela, um celular para gravar as imagens. Além disso, fizeram o drone de bambu, unindo celular e cortes grandes da planta, para fazer imagens do alto.

“Estou muito feliz e só agradeço ao Instituto Phi por nos ajudar a realizar o sonho antigo de formalizar o nosso projeto. Parecia algo muito difícil e longe do nosso alcance de obter o CNPJ da rádio e TV Quilombo Rampa, processo que já está na reta final”, celebra Raimundo Leite.

Os quilombolas são africanos que foram escravizados no Brasil e, insatisfeitos com a opressão, fugiam das fazendas e começaram a criar as suas comunidades, entre o século XVI e o ano de 1888, quando aconteceu a abolição da escravatura.

“Ver a felicidade do Raimundo, da equipe do Quilombo Rampa e de tantos outros projetos que são apoiados pelo Phi, não tem preço. Já estamos na segunda chamada da formalização das organizações e que venham outras. O objetivo é apoiar iniciativas sociais a conquistarem o CNPJ para que possam acessar novos financiamentos e crescer em sua missão de transformação”, afirma Luiza Serpa, idealizadora e diretora-executiva do Instituto Phi.

Sobre o Instituto Phi:

Conectar pessoas, organizações e informações para promover a cultura da doação. Essa é a missão do Instituto Phi, uma organização sem fins lucrativos que atua assessorando indivíduos e empresas a fazer de maneira estratégica o planejamento de sua filantropia e, ao mesmo tempo, fortalecendo a gestão de projetos sociais e criando soluções inovadoras e customizadas para potencializar o Terceiro Setor.

Em oito anos, mais de R$ 154 milhões foram doados e 1.300 projetos sociais apoiados, beneficiando mais de dois milhões de pessoas.

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