Você deve ter escutado argumentos do tipo que “criminaliza o crime”. Aqueles argumentos que são usados para justificar o crime de policiais ou para desviar o assunto. Isso é tão comum que até mesmo jornalistas acabam perpetuando falácias hipócritas que justificam crimes cometidos por policiais.
Uma dessas falácias é a ideia de que a policia precisa usar força para proteger a sociedade. Embora seja verdade que a polícia tenha a responsabilidade de proteger a comunidade, isso não significa que a força excessiva seja justificável. Em muitos casos, a violência policial é usada de forma desproporcional, especialmente contra pessoas negras e pobres, e acaba agravando ainda mais a situação.
Outra falácia comum é a de que as vítimas de violência policial são criminosos perigosos. Essa narrativa perpetua estereótipos negativos e desumaniza as vítimas, sugerindo que merecem o que lhes aconteceu. Na verdade, muitas vezes, as vítimas são inocentes que foram alvo de abuso de poder policial.
Infelizmente, muitos jornalistas perpetuam essas falácias, sem questionar a narrativa oficial e sem investigar a verdade por trás desses casos. Isso acaba por perpetuar a cultura de impunidade e violência policial, ao invés de denunciá-la e buscar soluções para o problema.
É importante que jornalistas sejam críticos e objetivos ao cobrirem notícias de violência policial. É preciso questionar a narrativa oficial, investigar a verdade por trás dos casos e dar voz às vítimas e suas famílias. Desta forma, a imprensa pode desempenhar um papel realmente útil na busca por justiça e igualdade para todos.
Em resumo, ao perpetuarem falácias hipócritas, jornalistas acabam justificando crimes cometidos por policiais e perpetuando a cultura de impunidade e violência policial. É fundamental que a imprensa seja crítica e objetiva ao cobrir esses casos, investigando a verdade e dando voz às vítimas.
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