ESG: menos de um terço das empresas têm políticas de saúde e segurança para colaboradores na cadeia de suprimentos

É o que aponta estudo da pesquisadora da FGV EAESP Melissa Velasco Schleich publicado na Revista de Administração de Empresas nesta segunda (5).

Entre as empresas brasileiras com  práticas em ESG, sigla que indica fatores de sustentabilidade nas organizações, 79% possuem políticas de saúde e segurança relacionadas a colaboradores, mas menos de um terço possui tais políticas relacionadas à cadeia de suprimentos. A implementação de equipe com foco nestas áreas pode contribuir para o bem-estar dos colaboradores e para melhoria no desempenho em ESG. É o que aponta estudo da pesquisadora da FGV EAESP Melissa Velasco Schleich publicado na Revista de Administração de Empresas nesta segunda (5).

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 O artigo analisou os registros das 106 empresas brasileiras disponíveis no sistema Refinitiv ESG scores, que reúne informações de domínio público, referentes ao período de 2015 a 2019. Foram avaliadas 11 métricas sob a categoria de colaboradores, que transpassam a dimensão “S” do ESG (Ambiental, Social e Governança). O levantamento aponta quais políticas e práticas em recursos humanos são mais utilizadas nessas organizações de diferentes setores. As empresas mais bem colocadas no ranking correspondem a cerca de ¼ da amostra e possuem políticas relacionadas a colaboradores nas áreas de saúde e segurança, treinamento e desenvolvimento, além de diversidade e oportunidade.

 “De acordo com a nossa análise, grande parte das empresas nos níveis mais altos de ESG já incorporaram políticas formais nos temas de gestão de pessoas, pautadas por maior grau de conscientização e bem-estar do colaborador. No entanto, ainda parece haver um caminho relevante a ser percorrido para que as práticas advindas de tais políticas sejam efetivamente incorporadas à gestão”, afirma Melissa Velasco Schleich.

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O conceito de ESG está relacionado à tomada de consciência por parte da empresa dos impactos que ela gera e das ações que pode tomar sobre eles. Além de priorizar saúde e segurança no trabalho, o artigo ressalta que os gestores devem considerar a adoção de políticas de treinamento e desenvolvimento e a adesão a políticas relacionadas à diversidade e oportunidade.

A autora explica que as práticas de sustentabilidade e ESG ainda são recentes, e o estudo busca orientar empresas, profissionais e gestores sobre potenciais oportunidades de implementação de políticas e práticas na área. “Adicionalmente, apesar do crescente interesse pela interconexão entre os princípios e práticas da gestão de recursos humanos das empresas e a gestão da cadeia de suprimentos, esta relação mostra-se ainda distante, tanto na existência de políticas (de saúde e segurança, por exemplo) quanto na aplicação efetiva de práticas, como treinamento ou implementação de melhorias”, completa a pesquisadora da FGV EAESP.

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