A cerimônia do Oscar foi marcada por um tapa de Will Smith no apresentador Chris Rock, após uma piada de má gosto feita pelo apresentador sobre Jada Pinkett Smith, esposa de Will Smith.
Minutos depois, Smith soube que havia conquistado o prêmio de melhor ator. Em seu discurso, ele começou a chorar e pediu desculpas aos colegas indicados e à Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, mas não a Rock.
A “piada” do humorista Chris Rock acabou sendo uma ofensa para Jada Smith que ficou constrangida, enquanto a plateia ria de sua condição de saúde. Chris afirmou que Jada poderia estrelar o próximo filme G.I. Jane, já que ela estava careca. No filme de 1997, que no Brasil recebeu o título Até Limite da Honra, a protagonista interpretada por Demi Moore raspa a cabeça por fazer parte da marinha.
Jada Smith sofre de uma doença autoimune chamada de Alopecia que acaba provocando perda do cabelo.
O ato de Will Smith traz de volta a discussão sobre os limites do humor. Muitos humoristas usam da humilhação contra alguém, etnia e até mesmo de condições físicas de alguém para arrancar sorrisos da plateia. Até mesmo usa de racismo, xenofobia e preconceitos para construir uma apresentação de humor. Sendo uma desculpa para sustentar preconceitos de séculos, usando a “liberdade de expressão” como argumento.
Will Smith fez algo que muito gostaria de fazer quando ver um humorista usando o humor para falar “merda”. Enquanto vários humoristas usam da criatividade e até mesmo se auto zombam para não prejudicar o outro, pois entende que o humor tem que ser engraçado para todo.
O humor é algo bem relativo e é difícil definir o que seria humor para cada pessoa. Mas todos concordam que quando alguém se sente ofendido depois de uma piada, existe um problema na piada.
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