Especialista em Botânica da UFMA participa de grupo que descobriu nova espécie de planta típica da flora brasileira da região amazônica

As plantas foram encontradas em capinaramas, áreas mais secas e de solo de areia branca localizadas no meio da floresta amazônica, conhecidas também como Caatinga Amazônica

O pesquisador Lucas Cardoso Marinho, docente do Departamento de Biologia da UFMA (DBIO), foi um dos envolvidos em um estudo que catalogou uma nova espécie de planta, exclusiva da flora brasileira, que foi batizada como Tovomita Cornuta. O professor, que é especialista na área de Botânica, foi convidado pelo ecólogo Layon Oreste Demarchi e pela bióloga Maria Teresa Piedade, ambos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

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Um exemplar desta planta havia sido coletada pela primeira vez em 1973, por um estudioso americano, e foi depositada no herbário do Inpa. Porém, somente agora, quase 50 anos depois, Layon Demarchi, durante seu trabalho de doutorado, encontrou outras na natureza, em quatro áreas amazônicas. “O Layon encontrou e, uma vez que eu sou especialista nessa área, ele me enviou imagens. Imediatamente eu percebi que era uma espécie desconhecida pela ciência, que não tinha nome científico”, declarou Lucas Marinho.

As plantas foram encontradas em capinaramas, áreas mais secas e de solo de areia branca localizadas no meio da floresta amazônica, conhecidas também como Caatinga Amazônica, em meio à vegetação densa. A Tomovita Cornuta já “nasce” ameaçada de extinção, pois em quase três anos de pesquisa foram encontradas em apenas quatro locais diferentes, sendo um deles muito próximo a cidade de Manaus e outra nas proximidades de uma hidrelétrica, locais nos quais as ações dos seres humanos podem facilmente acabar com elas.

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Lucas Marinho comentou ainda sobre a descoberta: “Esse é um trabalho de descrição de uma nova espécie para a ciência que só tem no Brasil. A partir daí, a gente pode conduzir outros trabalhos relacionados à fotoquímica, dentre outros usos. Primeiro, a gente conhece a flora e depois trabalhamos nas outras frentes”.

O pesquisador comentou ainda que o estudo leva o nome da UFMA a níveis internacionais, já que a descoberta foi divulgada em mais de vinte sites internacionais, incluindo americanos e chineses.

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