CPI do Transporte: Mesmo com empresas descumprindo acordo, SMTT acha melhor não romper contrato

Este foi o sexto encontro com o objetivo de analisar a licitação e os contratos de concessão aos empresários que operam o sistema de transporte público.

Nesta terça-feira (18), a Câmara Municipal de São Luís realizou mais uma reunião da CPI do Transporte Público onde ouviu Cláudio Ribeiro, ex-secretário municipal de trânsito e transporte (SMTT); Diego Baluz, secretário da SMTT; e o Isaías Castelo Branco, ex-presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão.

A CPI investiga a situação do transporte público em São Luís. Este foi o sexto encontro com o objetivo de analisar a licitação e os contratos de concessão aos empresários que operam o sistema de transporte público.

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Durante a reunião Diego Baluz foi questionado se o rompimento de contratos e a realização de uma nova licitação seria uma solução para o problema do transporte coletivo. O secretário da SMTT informou que a atitude não seria a melhor opção, seria uma última opção. “Eu acredito que ainda existam soluções bem mais pertinentes do que um rompimento contratual”, afirmou.

A paciência que a Prefeitura e a SMTT tem com os empresários do Transporte Público é de se impressionar. Durante anos, São Luís tem um péssimo transporte público onde não deixa somente a desejar, mas pagamos caro.

Do Centro a Zona Rural da capital maranhense, a qualidade dos ônibus e quantidade de linhas oferecidas é humilhante para os usuários do transporte público. Ônibus velhos que em 2021, três pegaram fogo. Enquanto quase todo mês, a prefeitura faz publicidade mostrando ônibus novo.

Enquanto isso, os empresários afirmam que não colocam ônibus novos na zona rural por falta de estrutura das ruas. “Os empresários e concessionárias justificam essa falta de infraestrutura como um fator que dificulta a colocação de veículos com qualidade”, disse o ex-secretário da SMTT, Cláudio Ribeiro.

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E mesmo a população denunciando os descasos das empresas que atual em São Luís, a SMTT encara isso como “problema do dia a dia”

“O que a população muito reclama é da qualidade do serviço. E a qualidade do serviço tem uma relação muito íntima com o próprio cumprimento do contrato por ambas as partes. Obrigações do município e obrigações das concessionárias. Durante o período que estive à frente da SMTT, uma reclamação recorrente, tanto da população, quanto dos empresários, era a questão da estrutura viária de São Luís, principalmente na zona rural. Os empresários e concessionárias justificam essa falta de infraestrutura como um fator que dificulta a colocação de veículos com qualidade”, disse.

Cláudio Ribeiro citou a pandemia como sendo um agravante para a situação atual do transporte, não sendo um fator determinante, mas que contribuiu bastante para o desequilíbrio do sistema, além da questão do valor do diesel, que teve sucessivos aumentos e foi um grande problema durante o período.

Cláudio Ribeiro também destacou que a SMTT tem um quadro deficitário de servidores, o que dificulta até na fiscalização do transporte público.

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