Foi relatado mais um caso de espancamento dentro dos estabelecimentos da grande rede de supermercado Mateus. Jacqueline de Oliveira foi espancada nesta terça-feira (20), após ser acusada de furto.
O caso aconteceu no supermercado Mateus localizado no Bairro do Olho d’água, intitulado como Mix Mateus Araçagy. Jacqueline de Oliveira foi levada a uma das dependências do Supermercado Mateus por dois seguranças, onde aconteceu o ato de humilhação e tortura. Os seguranças sabendo que o ato era criminoso, resolveram desligar as câmeras de seguranças. A sessão de tortura durou mais de uma hora, sendo ainda ameaçada de tiro.
Quando perceberam que Jacqueline não tinha furtado pararam com a agressão. Um dos agressores querendo abafar o caso, levou até a parada de ônibus para tentar convencê-la a não denunciá-los.
Jacqueline relatou ao blog de Neto Ferreira, que durante as agressões foi xingada de “ladra desgraçada” e que “merecia morrer”. “Me acusaram de furto, sendo que não tinha nada. Estou cheia de hematomas. Quero processar esse pessoal. Até a câmera, na hora que me bateram, desligaram lá da salinha”
A mulher registrou um BO e fez exame de corpo de delito e disse que irá processar o supermercado e seus agressores.
No dia 01º de junho, um jovem, identificado como Elielson, foi confundido de forma racista com um bandido e sofreu agressão dos seguranças privados do Supermercado Mateus. Elielson é deficiente e morador do bairro do Coroadinho. Ele nunca fez mal a uma pessoa e mesmo assim foi punido de forma ilegal e sem razão alguma.
Elielson foi levado a uma sala reservada onde acabou sofrendo agressões dos seguranças. Mesmo apresentando provas de sua inocência, onde, através do cupom fiscal, mostrava que era um cliente e que tinha adquirido os produtos de forma legal, os seguranças ignoraram e cometeram o crime.
Não é a primeira vez que um caso que envolve o Grupo Mateus é abafada pelas grandes mídias de São Luís. O que leva ao questionamento: quanto vale o silêncio dessas empresas? Um jovem deficiente é agredido dentro de uma empresa e nenhuma imprensa local consegue fazer uma nota ou matéria simples falando sobre o caso?
Enquanto passam o dia requentando notícias sobre buraco na cidade, casos como esse são abafados por conta de contratos de publicidade.


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