O estado vive um falso isolamento social que prejudica a todos, inclusive a economia.
Conforme os dados da Secretaria de Saúde do Maranhão (SES), o Maranhão passou dos 59 mil casos confirmados de coronavírus. Chegando a 1.467 óbitos pela doença. Só na capital maranhense, chegou ao registro de 14.963 casos, sendo 128 casos em um dia.
Porém, mesmo com todas essas mortes e casos confirmados de covid-19, o Maranhense parece ignorar o perigo e voltou a “normalidade”. Conforme o In Loco, o Maranhão registrou 39% de isolamento social, quando o ideal seria de 70% em tempos de pandemia do coronavírus.
Uma verdade é que o maranhense nunca viveu realmente o isolamento social. No começo, quando foram anunciados os primeiros decretos estaduais e municipais, existia uma falsa ideia que daria certo. Porém, principalmente os bairros da periferia e no interior do estado, a “normalidade” se continuava com feiras e ruas movimentadas, jogos de futebol em campos improvisados continuavam a ser frequentados, mantendo o número de novos casos em uma constante, prejudicando não somente quem estava descumprindo o isolamento, mas todos aqueles do grupo de risco e quem respeitava a vida do próprio.
O Estado do Maranhão decretando em maio um Lockdown, um bloqueio total dos serviços não essenciais, após autorização judicial. Sendo assim, o Maranhão acabou sendo o primeiro estado a ter que decreta uma atitude mais forte contra o coronavírus e manter o afastamento social. Teoricamente, a decisão deu certo, mas não dentro dos bairros que continuaram a manter o ciclo de movimento, aumentando o contagio.
Após o fim do Lockdown, o Governador Flávio Dino anunciou a reabertura gradual do comércio. No começo de junho, houve um registro de queda do isolamento social de 8%, chegando à marca de 48,8%. Ainda por cima, o Governo do Maranhão autorizou a reabertura de igrejas, mas como o tempo de culto limitados e proibidos a idosos. Mesmo não tendo uma baixa significativa e controle dos casos de coronavírus.
Nesta segunda-feira (15), shopping e lojas de rua participaram da nova etapa da retomada da economia. Prejudicando assim, mas o isolamento social. No âmbito nacional, ainda temos um presidente que incentiva a quebra do afastamento social e a invasão dos hospitais, provocando uma serie de casos de bolsonaristas invadindo e atrapalhando ainda mais o trabalho dos servidores público. O Maranhão finge constantemente que está cumprindo o isolamento social, aumentando assim não somente as mortes e número de doente, mas também o tempo de duração dessa pandemia. Quanto mais o maranhense teima em continuar em uma normalidade, mais prejudicado fica a situação da saúde e principalmente da economia. Uma reabertura do comércio, só vai prejudicar ainda mais a população maranhense, provocando mais morte e perdas de familiares.


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